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A Cobra, a Águia, o Tigre, o Coelho e o Dragão

Postado em: 16/04/2012

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Esquema Huya por Vinicius Crivellaro

O HUYA consiste de cinco posições baseadas em cinco animais, o dragão, o coelho, a serpente, a águia e o tigre. Seu formato é simples, é jogado com no mínimo duas pessoas, não possuindo número máximo de participantes. Os jogadores formam uma roda e é escolhido um mestre para a rodada, o mestre em um momento oportuno grita HUYA!! E todas as pessoas da roda, inclusive o mestre,  fazem a posição de um animal dos descritos acima, os que fizerem a posição idêntica a do mestre da rodada saem da partida. A cada rodada é trocado o mestre seguindo o sentido horário contando as eliminações, até sobrar só um considerado o vencedor.

O origem do jogo é incerta, uns dizem que se baseia nos animais do zodíaco chinês, outros dizem que partiu dos movimentos de diferentes técnicas de kung fu, foi muito popular nas escolas da china pós-comunismo.  Popularizado do Brasil através de eventos de anime (desenhos japoneses) o Huya é também uma tradição do trote da Escola de Belas Artes da UFRJ e desde o Ilha Design 2011 o jogo mais jogado na Vila do Abraão.
“Uma luta milenar praticada pelos monges do Tibete e que cada movimento é uma dança.”

Começamos com uma pequena roda bem tímida composta de algumas crianças e alguns oficineiros, rapidamente a roda cresceu e cresceu e cresceu e o que era pra ser só uma brincadeira rápida se tornou um espaço aberto. No segundo dia as rodas começaram a se formar sozinhas e a cada intervalo de oficina elas estavam lá, várias crianças de diversas idades uma ensinando a outra. No final segundo dia ao andar pela Vila do Abraão após mais um dia de trabalho encontro uma criança pequena com a camisa do evento ensinando para outra que não era do evento: “Esse é o coelho, esse é o  dragão…” Isso não tem preço, uma simples brincadeira, que se torna mágica uma vez que você vê tanta gente se divertir com ela.
No último dia de evento fizemos uma grande roda que cobria todo o pátio da Escola Brigadeiro Nóbrega e jogamos uma última épica partida de HUYA!

1, 2, 3, HUYA!!

Eu fiz o tigre, e você, que bicho fez?

[Por Vinicius Crivellaro]

Lápis, papel e um bocado de imaginação

Postado em: 26/03/2012

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capa

Uma princesa indefesa e que, presa numa torre e vigiada por um terrível dragão, aguarda por um bravo cavaleiro que a resgate. Um aventureiro espacial que parte em sua nave em busca de aventuras interestelares. Um super-herói mais rápido que uma bala, mais forte que uma locomotiva, capaz de saltar sobre os prédios mais altos com um único pulo e que seria praticamente indestrutível se não fosse sua única fraqueza: o medo de…baratas?!

Quando se brinca de faz-de-conta, o único limite é a imaginação. É possível ir a qualquer lugar e ser qualquer pessoa, até mesmo um improvável herói com pavor de barata. “Faz-de-conta” é uma das poucas brincadeiras que é comum a todas as gerações. Nossos pais, avós, bisavós, todos tiveram na sua infância uma boa quantidade dessa brincadeira.

Durante o Ilha Design 5, os alunos puderam experimentar um jogo que pode ser considerado uma “evolução” do faz-de-conta: o RPG.

O Role Playing Game, traduzido ao pé da letra para Jogo de Interpretação de Papéis, é um jogo que surgiu na década de 70 adaptado de jogos de miniaturas. No decorrer dos anos, o RPG foi evoluindo e hoje existe uma gama incrível de temas, estilos e regras, voltados para todo tipo de público.
Na oficina, foi apresentado o conceito do jogo, onde cada jogador assume o papel de um personagem e se aventura pelo mundo apresentado. Um dos participantes atua como o “mestre” ou “narrador” e é ele quem cria esse mundo, narra a história e decide quais as consequências das ações dos personagens.


Após entender a mecânica básica do RPG, nada melhor do que passar por uma das partes mais divertidas do jogo: A criação do seu personagem.
Munidas de papel, lápis e borracha, as crianças deixaram a imaginação correr e daí surgiram os mais diversos personagens. Muitos foram criados a partir do nada, alguns tiveram suas histórias formadas pela união de diversos personagens, enquanto outros foram baseados em quem as crianças gostavam ou admiravam, sejam super-heróis, ninjas ou exploradores.
E para mostrar como é um jogo de verdade e, claro, dar aquela vontade de jogar, os oficineiros organizaram uma partida rápida, ora arrancando gargalhadas dos alunos, ora eles mesmos perdendo o ar de tanto rir.
No fim, depois de muitas brincadeiras, oficineiros e alunos se despediram e cada um voltou para suas próprias aventuras do dia-a-dia imaginando que talvez, no futuro, possam se encontrar novamente numa grande aventura na mesa de jogo.

[Por Filipe Duarte]