Temos experimentado cada vez mais um mundo mergulhado em dispositivos, aplicativos e demais interatividades tecnológicas que nos promovem conforto, facilidade etc. Mas será que estamos fazendo bom uso disso tudo, ou será que estamos deixando de aplicar isso no que realmente importa?
O Design de Interação é um assunto que vem ganhando espaço no âmbito acadêmico e consiste em melhorar a relação homem-máquina. Separamos aqui um bom exemplo de construção deste design, que além de proporcionar aos usuários interação com a tecnologia, informa sobre um assunto nem tão prazeroso a todos:

Este é o Cubos Interativos, uma tabela periódica elaborada com recursos limitados e muita criatividade, sendo um dos módulos da exposição “Elementar – a química que faz o mundo”, no Museu da Vida na Fiocruz.
A interação que a grande tabela propõe é inesperada e desperta a curiosidade do público, que, por sua vez, pode tocar em todos os 118 cubos, ver informações sobre cada elemento e ainda colocá-los em um leitor ótico que, através de um QR Code, aciona um vídeo na televisão. “A ideia principal foi pegar um símbolo da química “maçante” da escola e tornar isso interessante. Resolvemos tirar a tabela periódica do papel e abordar seus conceitos de outra maneira. Uma maneira interativa.” Conta Lucas Brazil, um dos oito idealizadores do projeto e membro da Equipe do Ilha Design, que, junto com Priscila Freire, designer da Fiocruz, trouxe à nossa última edição uma palestra nos apresentando este projeto.
O projeto chama atenção, pois com poucos recursos como uma velha webcam, um velho computador e uma velha televisão de tubo, pôde mostrar sua eficiência, além de versatilidade, montado numa estrutura de alumínio que facilita o transporte, ganhando até uma versão impressa.
Assim, merecendo, o projeto entrou para os cinco finalistas do IxDA Design Awards 2012, uma premiação internacional que é dada aos melhores projetos de Design Interativo. O resultado sairá em Fevereiro, na  IxDA’s Interaction|12 conference em Dublin, Irlanda.
Esse é o Design em que acreditamos, o que é pensado meticulosamente para não ser mais um  artefato  em mãos, mas transmitir conhecimento e construir relações que sejam passadas adiante, transformando o local em que foi  inserido.
Estaremos torcendo por esse projeto!

[Por Laís Pedroza]

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